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Um evento internacional

A InfoComm realizou seu primeiro curso de treinamento na Colômbia. Os resultados foram mais do que positivos. O desejo de profissionalizar cada vez mais o trabalho diário foi a principal característica do público.

por Julián Arcila

Entre os dias 5 e 7 de março, a InfoComm realizou em Bogotá, Colômbia, seu curso de capacitação sobre os fundamentos da indústria de áudio e vídeo, um seminário com a presença de cerca de 40 representantes de renomadas empresas de áudio e vídeo na Colômbia, Venezuela, Equador, República Dominicana e Panamá.

O curso foi caracterizado pelas amplas e variadas informações transmitidas, que, além de sua facilidade de apreensão, apresentaram os fundamentos dos sistemas de áudio, desde a produção do próprio som, bem como a produção de sinais visuais.

Tanto para os organizadores da mostra quanto para o editor, o evento foi bastante importante, inicialmente por ser o mais internacional dos seminários realizados pela associação (dos quais a AVI Latin America é a publicação oficial para a região), mas também por causa da categoria de participantes que foi representada em várias das empresas mais importantes desses países.

A AVI LATINOAMÉRICA conversou com Rodrigo Casassus Coke, Gerente Regional da InfoComm International para a América Latina e o Caribe, que forneceu alguns comentários importantes sobre o futuro da entidade na região.

Sobre o seminário Rodrigo disse: "começamos a dar o curso com outro nome no México. Ano passado estivemos lá e no Brasil e esse ano está programado para a Colômbia, que acabamos de ter, e no Brasil, novamente, para abril deste ano. Então vamos, se conseguirmos terminar o curso de design de instalações, para Argentina, Monterrey, México e novamente o Brasil."

Mercados em crescimento

O simples fato de dar uma olhada na massa presente no seminário, bem como prestar atenção aos comentários feitos por ele, são elementos suficientes para entender por que a InfoComm voltou seu olhar para a América Latina. No entanto, em entrevista com Rodrigo, o entendimento se tornou ainda mais palpável.

A razão fundamental para a expansão global que as indústrias em questão estão experimentando; A América Latina não tem sido estranha a essa tendência.

"O mercado audiovisual tem, basicamente, uma expansão global. O que estamos fazendo é realizar um desejo dos membros da organização, que é ter uma presença em todo o mundo. Digamos que a América Latina é uma dessas fronteiras que havia para explorar porque temos muitos membros nesta região; assim, tivemos que começar a desenvolver material em espanhol e produtos projetados para o mercado local. As coisas ainda estão faltando, pois o mercado ainda é pequeno em relação aos territórios desenvolvidos, mas vale a pena começar a estudar como podemos melhor atender nossos membros deste lado do mundo", disse Casassus.

Mas como você faz os mercados crescerem? A resposta está sempre na informação, no treinamento. Como comprovado pela experiência em outros segmentos industriais, a disseminação dedicada de informações especializadas é a melhor maneira de impactar o comportamento do consumidor; em outras palavras, a educação é uma cadeia que bem gerenciada pode facilmente mover o registrador, em todos os níveis.

Rodrigo concordou com o acima. "As pessoas começam nesta indústria sem muita preparação, como 'tiracables', como era há alguns anos nos Estados Unidos. O que acontece é que por ter mercados mais dinâmicos, onde há mais dinheiro, eles também têm a possibilidade de que as empresas comecem a investir mais recursos na formação de seus funcionários. Essa talvez seja a razão do sucesso que tivemos com o seminário na Colômbia, porque as pessoas querem conhecer e conhecer seu trabalho de uma perspectiva mais profissional."

Sobre os mercados mais proeminentes da região hoje, a Casassus disse que eles são México e Brasil, por terem as economias mais fortes da América Latina e não há como negar que há uma grande relação entre tecnologia e disponibilidade de recursos. "Países como Colômbia, Argentina, Chile não estão muito atrás, porque são mercados cujas economias estão funcionando muito bem e há recursos para investir em tecnologia audiovisual."

A visão de outros mercados

Mas um dos elementos que permanece no meio ambiente após o seminário é que o crescimento da região em relação à indústria audiovisual é homogêneo. Nesse sentido, o editor consultou empresários e representantes de empresas de vários países (Venezuela, Panamá e Equador), que deram uma ideia do que está acontecendo em seus territórios.

Na opinião de Jorge Him, gerente geral da empresa panamenha Gauss Systems, este mercado está sendo energizado pelo grande número de conferências e reuniões corporativas que grandes empresas internacionais detêm com mais frequência no istmo. "No Panamá, as empresas realizam muitas reuniões, treinamentos e promoções de vendas. Há também um segmento forte que é o de shows, feiras e convenções", disse o diretor desta empresa dedicada ao aluguel ou aluguel de equipamentos para shows

A Venezuela, por sua vez, é um mercado muito variado que apresenta uma ampla gama em termos de demanda por soluções. Por um lado, o segmento de óleo solicita aplicações muito específicas em visualização 3D, estereoscopia e sistemas de visualização imersiva; em contrapartida, se você olhar para um mercado menor, como prefeitos e governadores, você pode ver que eles estão procurando aplicações para segurança urbana onde muitos equipamentos de gerenciamento de vídeo podem ser centralizados, como relata Aníbal Abdulkhalek, gerente de vendas da empresa Strix, que é dedicada entre outras linhas para visualização e sistemas audiovisuais focados na área científica.

No Equador, a indústria audiovisual está surgindo, disse Isabel Guardera, da empresa Galo Khalife & asociados, dedicada ao desenvolvimento de projetos de comunicação integral. Ele acrescentou que "cinco ou seis anos atrás você não viu a tecnologia ou os dispositivos que são usados agora no segmento de entretenimento; as indústrias que estão impulsionando esse desenvolvimento pertencem principalmente ao segmento corporativo em termos de seminários, vendo essa demanda localizada principalmente no município de Quito.

O que dificulta o desenvolvimento da indústria?

Existem diversos elementos que os profissionais apontaram como os obstáculos que são vistos para uma maior penetração da tecnologia em seus países. Agora, a situação não está longe da observada em outros segmentos especializados: os preços e a falta de acesso ao conhecimento estão agora no pelourinho público.

O Equador é um exemplo do acima. Além do acima, um terceiro fator levanta a cabeça e é a dificuldade tarifária que o país coloca ao importar tecnologia. O preço é um elemento comum em toda a América Latina, mas talvez o fator negativo mais notório seja a falta de conhecimento.

"Muitas das aplicações em Quito e no Equador são baseadas no empirismo. Os técnicos estão conectando um cabo e se o sistema funciona bem, mas nem o conceito nem a razão de sua operação são dominados. Além do fato de não haver muitas pessoas que conheçam o equipamento, não há muito o que ensinar", disse Guardera, uma das mulheres presentes neste seminário.

A Venezuela sofre de elementos semelhantes na visão de Abdulkhalek. Ele explicou que para a tecnologia entrar no país com força, o fator preço deve ser neutralizado com maior escolaridade, pois quando um cliente sabe o que vai comprar, ele tende a ser mais diligente com a disponibilidade de recursos.

Mas, apesar de tudo o que foi dito, vale dizer que sementes importantes foram semeadas na América Latina, que hoje tem a região como um importante mercado de tecnologia audiovisual. A participação desse público no seminário infocomm é pelo menos um sinal de que os profissionais estão interessados em desenvolver essa indústria, em um território onde o empirismo tem sido rei.

Richard Santa, RAVT
Richard Santa, RAVTEmail: [email protected]
Editor
Periodista de la Universidad de Antioquia (2010), con experiencia en temas sobre tecnología y economía. Editor de las revistas TVyVideo+Radio y AVI Latinoamérica. Coordinador académico de TecnoTelevisión&Radio.


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