México. Em um ambiente onde a experiência do usuário se tornou o principal diferencial, o setor de hospitalidade está se preparando para um de seus maiores desafios nos próximos anos: a alta demanda associada a eventos globais como a Copa FIFA 2026.
Para a Panduit, a modernização tecnológica está emergindo como um componente essencial para garantir operações e experiências eficientes que atendam milhões de visitantes.
A indústria hoteleira no México e na América Latina enfrenta pressão crescente para oferecer conectividade de alta velocidade, otimizar o consumo de energia e responder a picos de ocupação cada vez mais exigentes. Em contextos como a Copa FIFA, onde a demanda por serviços digitais está crescendo, ter infraestruturas tecnológicas robustas torna-se uma necessidade operacional fundamental.
Nesse sentido, o crescimento da demanda por soluções tecnológicas tem sido constante nos últimos anos, especialmente impulsionado pela renovação de infraestrutura com mais de duas décadas. Até 2026, o foco do setor está em sistemas de energia gerenciada e na expansão da capacidade da rede para suportar o aumento exponencial do consumo de dados, especialmente em cenários de alta concentração de usuários.
"A modernização tecnológica não é mais um elemento diferenciador e se tornou um padrão. Hoje, tecnologias como inteligência artificial, automação e personalização baseada em dados estão redefinindo as operações hoteleiras", diz Juan Pablo Borray, gerente de negócios da Panduit.
"Diante de eventos de grande porte, como a Copa FIFA 2026, essa transformação se torna ainda mais relevante, pois os hotéis precisam estar preparados para operar com níveis sem precedentes de demanda e conectividade", acrescenta ele.
Estima-se que até 2026 as soluções digitais, como inteligência artificial, personalização baseada em dados e automação, deixarão de ser percebidas como um valor agregado e serão consolidadas como requisitos básicos dentro da operação hoteleira. No entanto, cerca de 54% dos estabelecimentos no México ainda enfrentam desafios de especialização técnica, o que mostra uma lacuna significativa e, ao mesmo tempo, impulsiona uma demanda crescente por serviços de consultoria e instalação de infraestrutura física robusta.
Atualmente, os hotéis priorizam três pilares fundamentais: eficiência energética, alto desempenho da rede e sustentabilidade. Nesse contexto, o setor entrou em um ciclo de expansão tecnológica no qual o investimento se concentra no desenvolvimento de edifícios mais "conscientes" e eficientes, capazes de gerar economia operacional, tanto no consumo quanto na manutenção, o que justifica o investimento inicial em infraestrutura de alto desempenho.
Entre as soluções mais solicitadas estão sistemas de energia Classe 4 (Energia Gerenciada por Falhas), conectividade de fibra óptica e cobre de alto desempenho, além de infraestruturas projetadas para edifícios inteligentes que permitem a gestão centralizada dos serviços. Essas tecnologias possibilitam desde ecossistemas IoT até redes avançadas como Wi-Fi 7.
Além da operação interna, a infraestrutura tecnológica tornou-se a base invisível da experiência do hóspede. Desde processos automatizados de check-in até salas que ajustam iluminação e temperatura de forma personalizada, a tecnologia permite eliminar o atrito e elevar os padrões de serviço.
No nível operacional, a implementação de dispositivos interconectados oferece benefícios tangíveis, como manutenção preditiva e redução significativa no consumo de energia. Isso permite que hotéis otimizem recursos, previnam falhas críticas e melhorem a eficiência geral do negócio.
Olhando para o futuro, o setor busca uma integração mais profunda de inteligência artificial e ferramentas de análise de dados para tomada de decisão. Da mesma forma, a implantação de redes de alta velocidade, como os padrões de 10 Gbps, e o uso da infraestrutura como ferramenta de descarbonização marcarão a evolução dos hotéis inteligentes nos próximos anos.
Nesse processo, a infraestrutura de rede desempenha um papel fundamental ao funcionar como o "sistema nervoso" do edifício. Sem uma base física sólida, as soluções digitais não podem operar de forma eficiente ou confiável, tornando-se o principal facilitador dos espaços inteligentes.
Na América Latina, países como México, Brasil e várias regiões do Caribe estão liderando a adoção dessas tecnologias, especialmente em destinos turísticos de alto impacto e centros urbanos em processo de modernização.
A proximidade da Copa FIFA 2026 acelerou ainda mais esses processos. No México, mais de 3.400 novos quartos de luxo estão previstos para serem adicionados entre 2024 e 2026, forçando os hotéis a modernizarem sua infraestrutura para suportar altos volumes de conectividade, consumo de conteúdo em alta resolução e serviços sem contato, como chaves digitais e check-in automático.
Nesse contexto, a recomendação para hotéis é clara: construir uma base tecnológica sólida que garanta escalabilidade, integrar todos os sistemas sob redes convergentes e aproveitar a análise de dados para oferecer experiências mais personalizadas e eficientes.
A evolução do setor de hospitalidade já está em andamento. Hoje, mais do que nunca, a tecnologia apoia a operação hoteleira e define a qualidade da experiência e o futuro da indústria.

