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Responsabilidade do recurso RF

Neste artigo o leitor poderá analisar algumas tecnologias que estão disponíveis no mercado. Não é uma crítica a sistemas ou marcas, é uma avaliação objetiva da solução, para que cada usuário ou técnico possa tomar uma decisão.

Juan Tamayo

Nos últimos anos, a indústria profissional de áudio tem levado a sério a transmissão de áudio em redes sem fio. E é que não ter cabos no cenário melhora e facilita o funcionamento de qualquer evento, mas temos certeza disso? Vemos como diferentes fabricantes lançaram novas tecnologias e elementos que melhoram a qualidade, embora algumas dúvidas surjam a que custo? Quais são as implicações de ter redes sem fio no local? Quais são as implicações do uso de novas tecnologias? 

Antes de começarmos com a avaliação, vamos começar com o usuário, quando ter um sistema sem fio? Sistemas sem fio são usados quando há mobilidade no palco, quando o artista ou pessoa precisa se mover por toda a superfície sem o perigo de os cabos ficarem emaranhados. Isso significa que se você vai deixar o microfone localizado durante todo o show em uma base estática, e o músico não vai se mover, evite usar sistemas sem fio, pois você terá uma despesa maior na produção e pode aumentar significativamente os problemas de RF. 

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Lembre-se que quando você tem 2 ou mais microfones sem fio, eles geram interferência chamada intermodulação, e são basicamente frequências que aparecem pela relação no espectro RF. Não vou me aprofundar no assunto, mas isso está resolvido com os protocolos e softwares de gestão dos fabricantes. Não vamos esquecer que cada vez que o espectro RF é mais estreito, já que canais digitais e telefonia celular estão ocupando-os. 

Nos Estados Unidos, a FCC (Federal Communications Commission) acaba de banir a banda de 600 MHz. Então agora há menos espaço operacional, mas todos querem mais canais rf. O espectro RF não é renovável, uma vez cheio não há como expandi-lo.

Analógico ou Digital
A indústria ainda não decidiu qual é o melhor modelo de transmissão, envio de ondas analógicas ou data frame em formato digital. Acho que depende muito do que a produção quer, mas faço algumas recomendações. 

Não importa o formato que seja enviado, verifique primeiro o intervalo de frequência. Não adianta ter um sistema digital se ele estiver em uma banda saturada de informações rf. Se você já decidiu em qual banda você quer transmitir, vamos olhar para as opções que os dois modelos nos dão. 

No analógico uma onda portadora é geralmente usada e acompanhada a esta onda, ao longo da mesma distância, duas frequências são enviadas. Por exemplo, se a operadora estiver a 600 MHz, as informações ão são enviadas a 599,5 MHz e 600,5 MHz (modo exemplo) e o receptor recebe essas 3 frequências. Com as frequências que acompanham ele analisa se é a transmissão que espera e recebe informações secundárias como estado da bateria, nome, entre outros. Assim, se o sistema for analógico, terá uma maior ou maior ocupação das frequências. 

Agora, se o sistema é digital, geralmente recebe apenas a onda portadora, já que no quadro de bits de dados (uns e zeros) é a identificação do transmissor, não requer frequências de acompanhamento. Também é mais protegido para a relação sinal-ruído do que sistemas analógicos. Um sistema analógico requer estar 30 dB acima do ruído para ser bem ouvido, os sistemas digitais só precisam estar acima de 20 dB (10 dB é muita diferença). 

Mas talvez a diferença mais notável seja que os sistemas digitais não possuem um filtro chamado "compender", que "comprime a transmissão analógica" para otimizar o recurso de comunicação. Como envia um quadro de dados, geralmente os sistemas digitais transmitem entre 20 e 20 KHz, enquanto os sistemas analógicos reduzem significativamente essa largura de banda acústica.

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Um problema com os sistemas digitais é que eles têm uma latência maior do que os sistemas analógicos, às vezes não é dramático. Bem, geralmente não é dramático, mas em algumas tarefas pode ser, como medição, controle, verificação.

O que levar em conta na compra de transmissão digital?
É responsabilidade do fabricante e do usuário conhecer os prós e contras de qualquer sistema que deve ser adquirido. Na transmissão digital há pequenas impressões que devem ser estudadas criteriosamente.

Utilização de alta densidade de canais: isso significa que os sistemas digitais podem aumentar a densidade do canal. Mas tenha muito cuidado, para conseguir isso você tem que fazer sacrifícios, e o primeiro é reduzir o poder dos transmissores. Ao reduzir a potência, o alcance (distância) e a possibilidade de evitar obstáculos são reduzidos.

Melhor controle do sistema: com sistemas digitais há a possibilidade de realizar um melhor controle, em alguns sistemas isso é feito automaticamente utilizando duas frequências de transmissão, em outros sistemas as antenas de controle devem ser adquiridas separadamente e ter os transmissores apropriados. Quão econômico é localizar mais redes?

Diferentes frequências fora do espectro comercial: sistemas digitais permitem transmitir em frequências muito altas, alguns fazem isso nos 1,9 GHz, outros nos 2,4 GHz e até chegam a 6,5 GHz, para isso é preciso ter as seguintes recomendações: quanto maior a frequência, possivelmente a distância diminui e a possibilidade de evitar obstáculos é menor. 

Se você usar a faixa de 2,4 GHz, você está ocupando o mesmo espaço que a transmissão Wi-Fi e Bluetooth. O ideal é usar sistemas de controle automático. Minha recomendação é tentar sair de bandas comerciais da UHF para evitar inconvenientes no futuro. Embora com sistemas de amplo espectro nos dê a possibilidade de procurar frequências limpas com mais facilidade.

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Sistemas sem fio merecem nossa atenção. Idealmente, cada empresa deve ter uma pessoa responsável pelas redes de RF, e que elas sejam monitoradas com os diferentes auxílios tecnológicos oferecidos pelo mercado. Todos os dias surgem novos artigos técnicos, ferramentas, treinamentos. Faça uso desses recursos e, portanto, seja responsável pelo seu espectro RF.

Lembre-se que você pode usar minhas informações de contato [email protected] para resolver quaisquer dúvidas ou preocupações que você possa ter. Espero que esta coluna seja benéfica para o desenvolvimento de eventos ao vivo ou instalação.

Richard Santa, RAVT
Richard Santa, RAVTEmail: [email protected]
Editor
Periodista de la Universidad de Antioquia (2010), con experiencia en temas sobre tecnología y economía. Editor de las revistas TVyVideo+Radio y AVI Latinoamérica. Coordinador académico de TecnoTelevisión&Radio.


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